terça-feira, 17 de março de 2009

O Bosque


Estava um belo sábado de Março, por isso decidi ir dar um passeio e fazer um piquenique.

Fui a um bosque na serra da estrela, que era muito lindo e onde havia lebres, patos, gazelas. Tal bosque pode-se encontrar em qualquer lado, mas como hoje em dia ninguém assume cuidar das suas terras devidamente, (refiro-me mais directamente a bosques), na realidade todas as pessoas querem tê-los, para alargar o seu património, mas esquecem-se de cuidar devidamente deles. Como neste mundo ainda existem pessoas que têm gosto por aquilo que tem, eu fui encontrar um bosque duma dessas pessoas.

Logo ao entrar no bosque, vi a sua esplêndida entrada. Tinha um caminho que, nas beiras, junto ao chão, tinha ervas verdes e árvores de grande porte, que provavelmente já deviam ser de alguma idade.

De tão esplêndido e radiante que era aquele bosque, que eu não tive coragem de lá entrar com o carro. Desliguei-o, tranquei-o, continuei o meu passeio, mas a pé. À medida que ia avançando e ia vendo cada vez mais espécies de animais, que eu nem fazia ideia que existissem, ficava mais encantado.

No centro do bosque tinha uma pedra enorme, tirei o meu “farnel”, estendi a toalha, pousei sobre ela o meu almoço, e almocei ao som e ao vento da natureza.

Ouviam-se os sons dos animais, aquele ambiente sossegado, relaxante…

A parte mais triste, foi que me tive de vir embora, de abandonar o bosque mas com a promessa de um dia lá voltar de novo.


à porta da casa do escritor

As três personagens transviadas

Encontraram-se frente a frente e começaram a discutir uns com outros e a perguntar o que eles estavam a fazer ali.

A loira perguntou aos outros dois se tinham visto o Augusto e os outros dois estavam preocupados em como sair daquela secretária.

Se se mandassem abaixo aleijavam-se, não tinham asas para voar, não tinham cordas para descer.

Procuraram e procuraram e procuraram qualquer coisa que lhes servisse de corda para descer da secretária mas não lhes serviu de nada.

Então o escritor resolveu dar-lhes uma ajuda.

Como viu que estavam a tentar descer agarrou neles pelos casacos e pousou-os à saída da porta.

Eles agradeceram-lhe e lá foram à sua vida para se juntarem a alguma história que começou…à porta da casa do escritor…

terça-feira, 10 de março de 2009

Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;


É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

"Porque" de Sophia de Mello Brayner Andresen

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Url: http://www.astormentas.com/andresen.htm

urgentemente poema de eugenio de andrade

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.



http://jprsantos.podomatic.com/entry/2007-03-20T09_56_05-07_00

sexta-feira, 6 de março de 2009

Bibliografia de Mário de Carvalho


  • Mário de Carvalho nasceu em Lisboa, em 1944. Licenciou-se em Direito, em 1969. O serviço militar foi interrompido por prisão em Caxias e, posteriormente, em Peniche, por actividade política contra a ditadura, ainda nos tempos de estudante. Mais tarde exilou-se em França e na Suécia. Regressa após o 25 de Abril de 1974.

  • Dominando soberbamente a língua, o estilo de Mário de Carvalho não se reconhece em nenhuma escola, e o seu registo é ao mesmo tempo de uma grande modernidade. A crítica aponta-o unanimemente como um dos mestres do romance português contemporâneo. Vários dos seus livros foram traduzidos no estrangeiro: A Paixão do Conde de Fróis, Os Alferes, Era Bom que Trocássemos umas Ideias sobre o Assunto, Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde.Vencedor, em 2004, do Grande Prémio de Literatura ITF/DST.
http://html.editorial-caminho.pt/show_autor__q1obj_--_3D32362__--_3D_area_--_3D__q236__q30__q41__q5.htm

terça-feira, 3 de março de 2009

Contos a escolher...

Caros alunos

Aqui ficam as propostas dos contos a escolher para a elaboração das vossas fichas de leitura para conclusão do Módulo 4.
Boas leituras !!!
  • Antologia do Conto Português de João de Melo
  • Contos Vagabundos de Mário de Carvalho
  • Contos do Nascer da Terra de Mia Couto
  • Contos Fantásticos de Edgar Allan Poe