terça-feira, 5 de maio de 2009

Lenda do Galo de Barcelos


Narra a intervenção milagrosa de um galo morto na prova da inocência de um homem erradamente acusado. Está associada ao cruzeiro seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico, situado no Paço dos Condes de Barcelos.
Segundo a lenda, os habitantes de Barcelos andavam alarmados com um crime, do qual ainda não se tinha descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência, que estava apenas de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento duma promessa.
Condenado à forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou: "É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem."
O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz.
Alguns anos mais tarde, o galego teria voltado a Barcelos para esculpir o Cruzeiro do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e a São Tiago, monumento que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos.

Mia Couto


Mia Couto (Beira, 1955) é um escritor moçambicano. António Emílio Leite Couto foi nominado Mia devido ao seu irmãozinho não conseguir dizer "Emílio". Segundo o próprio autor, a utilização deste apelido tem a ver com sua paixão pelos gatos, dizia aos seus familiares desde sua infância que queria ser um deles.
Nasceu na Beira, a segunda cidade de Moçambique, em 1955. Ele disse uma vez que não tinha uma "terra-mãe" - tinha uma "água-mãe", referindo-se à tendência daquela cidade baixa e localizada à beira do Oceano Índico para ficar inundada.
Iniciou o curso de Medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação. Foi director da Agência de Informação de Moçambique e mais tarde tirou o curso de Biologia, profissão que exerce até agora.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Festa das cruzes

A Festa das Cruzes, no início de Maio, é a primeira grande romaria do Minho e é também o retrato do Barcelos autêntico nas suas mais originais tradições religiosas, etnográficas e culturais. Nestes dias, a cidade recebe milhares de visitantes e forasteiros, nacionais e estrangeiros, que chegam para apreciar os Ranchos Folclóricos, os Zés-Pereiras, as Bandas de música popular, os grupos de cantares populares, os tapetes de flores naturais que todos os anos engrandecem o Templo do Bom Jesus da Cruz, a grandiosa procissão da Invenção da Santa Cruz e as grandiosas sessões de fogo de artificio e piromusical, que iluminam as margens do rio e embelezam todo o centro histórico da cidade.

Nas Cruzes respira-se em Barcelos o ar típico das romarias minhotas, com os “comes e bebes”, os cantares ao desafio, o artesanato ao vivo, os cortejos etnográficos, as concertinas, o estralejar dos morteiros, o arraial, a alegria do povo e toda envolvência cultural e etnográfica associada às romarias populares que fazem desta uma das maiores de Portugal.

O dia 3 de Maio é consagrado ao Senhor Bom Jesus da Cruz e é feriado municipal em Barcelos. A festa tem normalmente 5 dias, incluindo o dia 1 e 3 de Maio.




A minha freguesia


Segundo Gomes Pereira, Autor de estudos da toponímia barcelense, o nome desta freguesia deriva de cristo – christellus – ou pequeno Cristo. É uma hipótese altamente discutível, sendo mais aceitável a posição de Pinho Leal que afirma ter origem em Crastelo – pequeno castro ou crasto, muralhado, de origem pré-romano. Aliás nas Inquisições Afonsinas vem designada como “ De Sancto Salvatore de Crastelo “.
Situada em planície, a freguesia é banhada pelo ribeiro de Couço que nasce em Paradela e vai juntar-se a outros na Lagoa das Necessidades, Ponte do Estreito, formando o rio Tinto, afluente do Cávado.
É constituída pelos seguintes lugares habitados: Canto, Bouça, Hortal, Outeiro, Encourados, Paço, Novais,Regatinho, Vilar, Chãos, Monte da Igreja, Baçar, Feiteira, Cerqueiras, Aldeia, Picouto, Tesinho, Estrada, Salgueiros, Casas Novas, Trancada e Boucelão.

Patrimonio

O principal monumento da freguesia de cristelo e a sua igreja paroquial
A Igreja Paroquial que estava primitivamente num campo, um pouco ao sul do actual, onde ainda se encontram vestígios, como pedras e tijolos. Hoje ela está orientada no sentido nascente-poente, é um templo do século XVII de linhas sóbrias, com 5 altares, todos com talha antiga e dourada. O seu frontispício assenta em dois arcos que fecham o átrio e por cima da janela ostenta o escudo dos Pinheiros, padroeiro da Igreja. Antigamente também existia nesta sacristia um retrato a óleo, o qual tinha pintada a seguinte inscrição: “ Rdº José Gomes da Costa, Abade de S. Salvador de Cristelo retratado em 1866 na idade de 75 anos “.
Também existia uma cruz gótica de latão, uma custódia de prata antiga, uma casula de seda bordada e dois virus de cálice que estavam encaixilhados na parede.

domingo, 3 de maio de 2009

Irene Lisboa


Irene Lisboa estudou na Escola Normal Primária de Lisboa, tendo posteriormente, especializado-se em Ciências de Educação. Estudou também pedagogia na Suíça, França e Bélgica.
Em 1932 recebe o cargo de Inspectora-orientadora do ensino primário e infantil, tendo reformulado completamente as orientações até aí existentes para essa função.
Devido a algumas posições mais progressistas tomadas por Irene Lisboa, foi nomeada para o Instituto de Alta Cultura e logo de seguida convidada a aposentar-se, ou seja, em 1940 foi afastada do Ministério da educação e de todos os cargos oficiais.
Enquanto estudou em Genebra (Suíça) devido a ter obtido uma bolsa do Instituto de Alta Cultura, conheceu Piaget e Claparède com quem estudou no Instituto Jean-Jacques Rousseau.
A Federação Nacional de Professores (FENPROF) fundou o Instituto Irene Lisboa em 12 de Janeiro de 1988, em homenagem à pedagoga Irene Lisboa.
A sua obra literária foi elogiada por alguns dos seus pares como José Rodrigues Miguéis, José Gomes Ferreira e por João Gaspar Simões, embora nunca tenha tido grande aceitação por parte do grande público.
A sua primeira contribuição na escrita foi com Treze Contarelos (livro de contos) publicado em 1926.

Lenda das Cruzes de Barcelos


Na era de 1500 viviam em Barcelos um sapateiro, João Pires, e um fidalgo, D. Pedro Martins. João Pires tinha uma filha, chamada Luisinha. D. Pedro tinha fama de galanteador e perseguia constantemente a filha de João Pires. Um dia, em defesa da sua filha, o sapateiro deu duas valentes bofetadas ao fidalgo. As bofetadas foram tão fortes que deixaram marcas profundas na sua cara. A partir de então, D. Pedro foi alvo da chacota do povo, o que atiçou o seu ódio pelo sapateiro e pela Luisinha.Um dia, uma grande tempestade fez com que um barco vindo da Flandres naufragasse na costa de Esposende. As mulheres da localidade acorreram à praia para recolher os despojos. Entre elas estava a Luisinha que encontrou um pedaço de madeira meio enterrado na areia. A madeira tinha um calor estranho e exalava um perfume exótico. Levou-o para casa e lançou-o à lareira. De repente, a casa ficou toda iluminada e apareceu desenhada no solo uma cruz luminosa. Por mais que escavassem a terra no local onde a cruz luminosa se projectava, a cova voltava a encher-se de terra. A notícia do milagre espalhou-se e a casa do sapateiro foi transformada em local de peregrinação. Aproveitando-se da situação para se vingar, D. Pedro Martins decidiu acusar os dois de bruxaria, com o intuito de os atirar à fogueira. No momento em que se preparava para acusá-los, invocando o nome de Deus, a cruz luminosa surgiu de novo. Testemunhando o milagre, o fidalgo caiu de joelhos e arrependido pediu perdão a Deus. Conta a lenda que a partir desse momento as marcas das bofetadas do sapateiro desapareceram por completo do seu rosto.Este milagre deu origem à construção de uma ermida, anterior à actual igreja, e também à famosa romaria da Feira das Cruzes de Barcelos.

sábado, 2 de maio de 2009

Festa das Cruzes em Barcelos



A Festa das Cruzes, no início de Maio, é a primeira grande romaria do Minho e é também o retrato do Barcelos autêntico nas suas mais originais tradições religiosas, etnográficas e culturais. Nestes dias, a cidade recebe milhares de visitantes e forasteiros, nacionais e estrangeiros, que chegam para apreciar os Ranchos Folclóricos, os Zés-Pereiras, as Bandas de música popular, os grupos de cantares populares, os tapetes de flores naturais que todos os anos engrandecem o Templo do Bom Jesus da Cruz, a grandiosa procissão da Invenção da Santa Cruz e as grandiosas sessões de fogo de artificio e piromusical, que iluminam as margens do rio e embelezam todo o centro histórico da cidade.