segunda-feira, 30 de março de 2009

Bibliografia de Mia Couto

Biografia

Mia Couto nasceu na Cidade da Beira (Moçambique) em 1955, filho de uma família de emigrantes portugueses. Publicou os primeiros poemas no "Notícias da Beira", com 14 anos. Em 1972, deixou a Beira e partiu para Lourenço Marques para estudar Medicina. A partir de 1974, começou a fazer jornalismo, tal como o pai. Com a independência de Moçambique, tornou-se director da Agência de Informação de Moçambique (AIM). Dirigiu também a revista semanal "Tempo" e o jornal "Notícias de Maputo".

Em 1985 formou-se em Biologia pela Universidade Eduardo Mondlane. Foi também durante os anos 80 que publicou os primeiros livros de contos. Estreou-se com um livro de poemas, "Raiz de Orvalho" (1983), só publicado em Portugal em 1999. Depois, dois livros de contos: "Vozes anoitecidas" (1986) e "Cada Homem é uma Raça" (1990).Em 1992 publicou o seu primeiro romance, "Terra Sonâmbula". A partir de então, apesar de conciliar as profissões de biólogo e professor, nunca mais deixou a escrita e tornou-se um dos nomes moçambicanos mais traduzidos: espanhol, francês, italiano, alemão, sueco, norueguês e holandês são algumas línguas. Outros livros do autor: "Estórias Abensonhadas" (1994); "A Varanda do Frangipani" (1996); "Vinte e Zinco" (1999); "Contos do Nascer da Terra" (1997); "Mar me quer" (2000); "Na Berma de Nenhuma Estrada e outros contos" (2001); "O Gato e o Escuro" (2001); "O Último Voo do Flamingo" (2000); "Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra" (2002). "O Fio das Missangas" (2004) é o seu último livro de contos.

Em 1999 foi vencedor do prémio Vergílio Ferreira pelo conjunto da obra, um dos mais conceituados prémios literários portugueses, no valor cinco mil euros, que já premiou Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho e Eduardo Lourenço, entre outros. Em 2001, recebeu também o Prémio Literário Mário António (que distingue obras e autores dos países africanos lusófonos e de Timor-Leste) atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian por "O Último Voo do Flamingo" (2000).


http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/mia-couto/mia-couto.php

segunda-feira, 23 de março de 2009

"O mundo fantástico da fantasia"

Era uma vez, num reino lá muito distante, um menino que tinha um sonho, ele sempre sonhou em fazer os outros felizes e que todos entrassem, No Mundo Fantástico Da Fantasia E assim surgiu-lhe a ideia de fazer uma peça de teatro para que todos ficassem felizes e pudessem entrar no seu mundo fantástico da Fantasia. Mandou o seu mensageiro anunciar pelo reino que está a precisar de personagens para a sua peça de teatro. Então,o mensageiro colocou cartazes por todo o reino. O João e o Pedro iam a passar pela taberna do Senhor Joaquim e o João olhou para o cartaz e disse para o João:
- Vamos participar nesta peça?
- Achas mesmo que eu vou participar nessa peça. Isso é mais uma maluqueira daquele menino mimado.-disse o João com um ar irritado.
Mas o Pedro ficou pensando no assunto e foi para casa e perguntou as pais:
- Posso participar na peça que se vai realizar no Castelo?
- Claro que não!!!. disse o pai do Pedro muito irritado.
O pai Pedro não gostava da família que vivia no Castelo. Ele achava que aquela família tinha a mania que eram superiores aos outros. O Pedro triste e cabisbaixo foi dar passeio até que a meio do caminho encontrou o meninno do Castelo que lhe perguntou:
-Queres participar na minha peça de teatro?
- Queria, mas os meus pais não deixam, disse o Pedro, cabisbaixo.
- Mas o teu pai não percisa de saber! Os ensaios são às 7horas no castelo. Se quiseres aparece. - disse o menino
O menino continuou o seu passeio e ficou a pensar no assunto e então nesse dia as sete lá foi para os ensaios, durante uma hora. Quando chegou a casa, o pai perguntou-lhe:
- Onde estiveste?
O Pedro disse-lhe: - Fui dar um passeio!
E isto aconteceu durante uma semana. Até que, no dia anterior ao espectáculo, o menino foi ao último ensaio. O pai dele seguiu-o e quando o viu entrar no castelo ficou muito irritado e foi embora para casa. Quando o Pedro chegou a casa, todo contente, o pai perguntou-lhe:
- Onde fostes?
- Fui ter com o João. - disse o menino ao pai.
-Estás a mentir!!!disse-lhe o pai. E deu-lhe um enorme estalo.
-Mas eu não fiz nada! disse-lhe o menino a chorar.
- Eu vi que foste para o Castelo ensaiar! disse ele ao filho.
-Mas eu só quero participar na peça, disse o menino muito triste.
- Mas agora não vais! Agora vai para o teu quarto estás de castigo.
O menino lá foi para o quarto muito triste e a chorar mas ele não foi a baixo e fugiu pela janela e foi para o espectáculo. O pai foi ao quarto dele para lhe pedir desculpa só que quando chegou ao quarto viu que ele não estava e ficou muito furioso e então pegou e foi a correr para o Castelo e quando lá chegou viu o fillho a representar e viu que ele tinha muito talento para representar. O espetáculo tenha sido um sucesso. Então, o menino realizou o seu sonho do mundo Fantástico da Fantasia.

terça-feira, 17 de março de 2009

O Bosque


Estava um belo sábado de Março, por isso decidi ir dar um passeio e fazer um piquenique.

Fui a um bosque na serra da estrela, que era muito lindo e onde havia lebres, patos, gazelas. Tal bosque pode-se encontrar em qualquer lado, mas como hoje em dia ninguém assume cuidar das suas terras devidamente, (refiro-me mais directamente a bosques), na realidade todas as pessoas querem tê-los, para alargar o seu património, mas esquecem-se de cuidar devidamente deles. Como neste mundo ainda existem pessoas que têm gosto por aquilo que tem, eu fui encontrar um bosque duma dessas pessoas.

Logo ao entrar no bosque, vi a sua esplêndida entrada. Tinha um caminho que, nas beiras, junto ao chão, tinha ervas verdes e árvores de grande porte, que provavelmente já deviam ser de alguma idade.

De tão esplêndido e radiante que era aquele bosque, que eu não tive coragem de lá entrar com o carro. Desliguei-o, tranquei-o, continuei o meu passeio, mas a pé. À medida que ia avançando e ia vendo cada vez mais espécies de animais, que eu nem fazia ideia que existissem, ficava mais encantado.

No centro do bosque tinha uma pedra enorme, tirei o meu “farnel”, estendi a toalha, pousei sobre ela o meu almoço, e almocei ao som e ao vento da natureza.

Ouviam-se os sons dos animais, aquele ambiente sossegado, relaxante…

A parte mais triste, foi que me tive de vir embora, de abandonar o bosque mas com a promessa de um dia lá voltar de novo.


à porta da casa do escritor

As três personagens transviadas

Encontraram-se frente a frente e começaram a discutir uns com outros e a perguntar o que eles estavam a fazer ali.

A loira perguntou aos outros dois se tinham visto o Augusto e os outros dois estavam preocupados em como sair daquela secretária.

Se se mandassem abaixo aleijavam-se, não tinham asas para voar, não tinham cordas para descer.

Procuraram e procuraram e procuraram qualquer coisa que lhes servisse de corda para descer da secretária mas não lhes serviu de nada.

Então o escritor resolveu dar-lhes uma ajuda.

Como viu que estavam a tentar descer agarrou neles pelos casacos e pousou-os à saída da porta.

Eles agradeceram-lhe e lá foram à sua vida para se juntarem a alguma história que começou…à porta da casa do escritor…

terça-feira, 10 de março de 2009

Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;


É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

"Porque" de Sophia de Mello Brayner Andresen

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Url: http://www.astormentas.com/andresen.htm

urgentemente poema de eugenio de andrade

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.



http://jprsantos.podomatic.com/entry/2007-03-20T09_56_05-07_00

sexta-feira, 6 de março de 2009

Bibliografia de Mário de Carvalho


  • Mário de Carvalho nasceu em Lisboa, em 1944. Licenciou-se em Direito, em 1969. O serviço militar foi interrompido por prisão em Caxias e, posteriormente, em Peniche, por actividade política contra a ditadura, ainda nos tempos de estudante. Mais tarde exilou-se em França e na Suécia. Regressa após o 25 de Abril de 1974.

  • Dominando soberbamente a língua, o estilo de Mário de Carvalho não se reconhece em nenhuma escola, e o seu registo é ao mesmo tempo de uma grande modernidade. A crítica aponta-o unanimemente como um dos mestres do romance português contemporâneo. Vários dos seus livros foram traduzidos no estrangeiro: A Paixão do Conde de Fróis, Os Alferes, Era Bom que Trocássemos umas Ideias sobre o Assunto, Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde.Vencedor, em 2004, do Grande Prémio de Literatura ITF/DST.
http://html.editorial-caminho.pt/show_autor__q1obj_--_3D32362__--_3D_area_--_3D__q236__q30__q41__q5.htm

terça-feira, 3 de março de 2009

Contos a escolher...

Caros alunos

Aqui ficam as propostas dos contos a escolher para a elaboração das vossas fichas de leitura para conclusão do Módulo 4.
Boas leituras !!!
  • Antologia do Conto Português de João de Melo
  • Contos Vagabundos de Mário de Carvalho
  • Contos do Nascer da Terra de Mia Couto
  • Contos Fantásticos de Edgar Allan Poe