sexta-feira, 8 de outubro de 2010
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Os "Média"
Atendendo à forma como os media condiciona a opinião pública, é cada vez mais necessária a formação de leitores activos e críticos.
Meios de comunicação televisivos
- RTP - onde tem ainda disponível a programação da RTP 1, RTP 2, RTP Madeira, RTP Açores, RTP África, RTP Internacional e NTV;
- TVI;
- SIC - está também disponível a programação da SIC Radical, SIC Mulher e SIC Internacional
Meios de comunicação via rádio
Radiodifusão Portuguesa – onde tem à sua disposição Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP África, RDP Internacional, RDP Açores, RDP Madeira, RDP Norte, RDP Centro e RDP Sul.
- Rádio Renascença.
- TSF.
Jornais
- Diário de Notícias
- Público
- Expresso - semanário
- O Independente – semanário
Jornais Desportivos
- A Bola
- Record
- O Jogo
Crítica
* A crítica é feita pelo crítico, jornalista ou profissional especializado da área, que entra em contacto com o produto a ser criticado e redige matérias ou artigos apresentando uma valoração do objecto analisado.
* O tipo mais comum de crítica é a Crítica Cultural, embora a rigor haja também críticas a todo tipo de produto ou serviço disponibilizado ao público.
Para mais informação consultem
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%ADtica
Museu Sr. da Cruz em 2010
O templo do Senhor da Cruz, em Barcelos, que faz 300 anos em 2010, vai submeter-se dentro de alguns meses a obras de restauro da talha dourada, ganhar nova rede eléctrica e receber limpeza e pintura geral.
A novidade foi dada ao Barcelos Popular pelo juiz da Real Irmandade do Senhor Bom Jesus da Cruz, Adélio Miranda. O Igespar aprova a acção, baseada em estudos exaustivos feitos no último ano pelo Instituto da Construção da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e pela Comissão da Arte Sacra de Braga.
A intervenção na talha centra-se no altar-mor e nas peças mais antigas, pretendendo-se “manter exactamente o que está, nada degradando nem adulterando”. De resto, o templo visitado “por mais de 250 pessoas ao dia” “está em bom estado”.
Entretanto, a Irmandade pretende abrir em 2010 um museu na Casa do Senhor da Cruz, num edifício de três pisos doado por um particular na rua D. Diogo Pinheiro, a cerca de 200 metros e junto à sede do Círculo Católico Operário. O plano tem aval camarário no âmbito da requalificação do centro histórico. A obra de “centenas de milhares de euros” “inicia este ano” com verbas próprias e eventual apoio de mecenas, sublinhou, e “estará a andar” aquando da próxima Festa das Cruzes.
No rés-do chão e 1º andar deve ficar o espólio “valioso e algo desconhecido” de mais de quatro séculos. Há “mais de mil” cruzes, paramentos, pálios, livros, alfaias, andores, dossiers e santos, entre outras peças, já catalogadas e que serão visitáveis pelo público, em horário a definir. “É muito para os portugueses, sobretudo os cristãos, verem”, disse o juiz. O edifício terá arrumos na cave e, no piso 2, gabinetes de mesários e de reuniões. A Real Irmandade teve como provedores reis como D. Luís e D. Pedro IV. Em 1609 o Papa Paulo V concedeu indulgências à instituição, sinal de que já existia.
Está também a ser criada a Comissão de Honra (presidida pelo arcebispo e tendo figuras locais) das celebrações dos 300 anos da igreja, que prevêem um amplo programa social e cultural em 2010, nomeadamente com exposições e um congresso sobre a história da cruz e as confrarias, como as de subsino. A apoteose será a 20 de Dezembro, dia do relato do milagre da cruz.
“Não há data exacta da inauguração do templo, haveria diferendos entre a colegiada e diocese de Braga”, referiu Miranda, provedor desde 2007 e já responsável por arranjos no telhado, sinos, azulejos, cortinas, iluminação exterior e na renovação do vestuário dos sacristãos e mesários. Sucede no cargo aos respeitados Vasco Faria e Vale Ferreira, que “editou o livro dos 500 anos do Sr. da Cruz, fez o hino e o inventário”.
http://www.cm-barcelos.pt/
A beleza da tradição
A belíssima zona envolvente à igreja românica de Abade de Neiva, classificada como Monumento Nacional desde 1927, ganhou um colorido diferente este domingo, com o 13º Festival promovido pelo Rancho Folclórico Senhora da Abadia.
O certame, que voltou a pautar-se pela qualidade dos grupos convidados e pela forte adesão do público, apesar do tempo instável, está incluído no calendário festivo da freguesia desde 1996, ano da realização do primeiro festival. A partir daí, sempre no primeiro fim-de-semana de Junho, o folclore passou a ser “rei” em Abade de Neiva, com espectáculos de tradição folclórica oriunda de várias zonas do país.
Na presente edição, para além do grupo anfitrião, actuou o Rancho Típico da Amorosa, o Rancho Folclórico da Ribeira, de Ponte de Lima, o Rancho Folclórico S. Cipriano de Tabuadelo, de Guimarães, e a Associação Recreativa e Cultural de S. João de Rio Frio, de Arcos de Valdevez.
http://www.cm-barcelos.pt/
PSD venceu eleições europeias

Os cidadãos preferiram canalizar as intenções de voto para os restantes partidos. O CDS foi terceiro (quinto no país), seguido pelo BE (triplicou o resultado), pela CDU (duplicou os dados) e pelo estreante MEP.
Os bloquistas fizeram história – atingiram o pódio em 23 freguesias e os 15 por cento em Arcozelo ou Barcelos.
Angus Young

Angus McKinnon Young (Glasgow, Escócia, 31 de Março de 1955) é um guitarrista de hard rock escocês. Angus é membro e fundador da banda australiana de hard rock AC/DC. A sua guitarra elétrica predileta é a Gibson SG que conseguiu na Austrália. Um dos maiores guitarristas da história do rock and roll e considerado por muitos como o maior riffer de todos os tempos.
Biografia
Angus Young, um dos nove filhos de William e Margaret Young, nasceu em Cranhill, Glasgow com seus irmãos mais velhos Malcolm Young, George e Alex. Angus começou a tocar violão quando tinha apenas 5 anos de idade. Seu vizinho tinha um violão e Angus costumava tocar sempre que o visitava. Seu primeiro violão, no entanto, foi um banjo que pertencia à sua família, em que ele mudou a afinação.
Angus passou a tocar guitarra mais seriamente em 1963, ano em que sua família mudou-se da Escócia para a Austrália. Ele comprou uma Gibson SG após tê-la visto em um catálogo de um amigo. Enquanto não tinha sua Gibson SG, ele tocava numa velha Höfner que era de seu irmão Malcolm. Um dos irmãos de Young, George (que tocava na banda The Easybeats), dava aulas de guitarra para Angus e Malcolm quando estava em casa após as turnês.
Biografia da banda AC/DC

AC/DC é uma banda de rock formada em Sydney, Austrália em 1973 pelos irmãos Angus e Malcolm Young. A banda é normalmente classificada como hard rock e considerada uma das pioneiras do heavy metal, juntamente com bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath, Thin Lizzy, Judas Priest e Deep Purple. No entanto, os seus membros sempre classificaram a sua música como rock and roll.
AC/DC passou por várias mudanças de alinhamento antes de lançarem o seu primeiro álbum, High Voltage, em 1975. A formação manteve-se estável até o baixista Cliff Williams substituir Mark Evans em 1977. Em 1979, a banda gravou o seu bem-sucedido álbum Highway to Hell. O vocalista e co-compositor Bon Scott faleceu a 19 de Fevereiro de 1980, após consumir na noite anterior uma grande quantidade de álcool. O grupo considerou por algum tempo a separação, mas rapidamente o ex-vocalista dos Geordie, Brian Johnson, foi selecionado para o lugar de Scott. Mais tarde nesse ano, a banda lançou o seu álbum mais vendido, Back in Black.
O álbum seguinte da banda, For Those About to Rock (We Salute You), foi também bem sucedido e tornou-se o primeiro álbum de heavy metal a atingir o 1º lugar nos Estado Unidos. O AC/DC caiu em popularidade pouco após a saída do baterista Phil Rudd em 1983. As fracas vendas continuaram até ao lançamento de The Razor's Edge em 1990. Phil Rudd regressou em 1994 e contribuiu para o álbum de 1995 da banda, Ballbreaker. Stiff Upper Lip foi lançado em 2000, tendo sido bem recebido pela crítica. Planos para um novo álbum foram anunciados em 2004, sendo cumpridos em 2008, com o lançamento do álbum Black Ice no dia 20 de Outubro de 2008.
O AC/DC já vendeu cerca de 200 milhões de cópias em todo o mundo, incluindo 71 milhões somente nos Estados Unidos. Back in Black já vendeu cerca de 42 milhões de cópias a nível mundial, do quais 22 nos Estados Unidos, fazendo dele o 2º álbum mais vendido de todos os tempos e o 5º mais vendido nos Estados Unidos.AC/DC ficou em quarto na lista da VH1 dos "100 Maiores Artistas de Hard Rock" e foram considerados pela MTV a 7ª "Maior Banda de Heavy Metal de Todos os Tempos" e em 2004, a banda ficou em 72º na lista dos "100 Maiores Artistas de Todos os Tempos" feita pela revista Rolling Stone.
Barcelos
É sede de um município com 378,70 km de área e 122 096 habitantes (2001), subdividido em 89 freguesias (é o concelho com maior número de freguesias em todo o país). O município é limitado a norte pelos municípios de Viana do Castelo e Ponte de Lima, a leste por Vila Verde e por Braga, a sueste por Vila Nova de Famalicão, a sudoeste pela Póvoa de Varzim e a oeste por Esposende.
O ponto mais elevado do concelho situa-se no alto de S. Gonçalo, a 488 metros de altitude, na freguesia de Fragoso.
Concelho actualmente presidido por: Fernando Reis.
O concelho de Barcelos recebeu foral de D. Afonso Henriques em 1140.
Como poupar e ajudar...
Eu acho que se todos nos tivéssemos um pouco de cuidado iria-mos ter um mundo melhor.
Para isto eu sugeria que pelos menos fizessem este pequenos esforço.
-Andar de Autocarro, ai levaria-mos imensas pessoas pelo mesmo uso de gasolina e pela mesma poluição em lugar de um carro, tabem poupariam com isto;
-Reciclar, isto quero dizer, colocar o devido lixo nos devidos recipientes;
-Tomar banho de chuveiro, alem de ser benéfico para o ambiente, também era benéfico para a "carteira" das pessoas;
-E mais alguns que não mencionei.
Lingua Portuguesa
O Português desenvolveu-se na parte ocidental da Península Ibérica a partir do latim falado trazido pelos soldados romanos desde o século III a.C.. A língua começou a diferenciar-se das outras línguas românicas depois da queda do Império Romano e das invasões bárbaras no século V d.C.. Começou a ser usada em documentos escritos cerca do século IX DC, e no século XV DC já se tinha tornado uma língua com uma rica literatura.
A obesidade na adolescencia
A obesidade em vários Países já atingiu números alarmantes, crescendo a um ritmo acelerado principalmente nos Jovens. Ao alertar os Jovens, profissionais de Educação e de Saúde, bem como os Pais e Encarregados de Educação para os perigos de determinados comportamentos alimentares, cujos efeitos na obesidade juvenil são cada vez mais acentuados, assim como criar hábitos de vida saudáveis.
Devemos prevenir, alertar, e sensibilizar para os problemas de saúde que são provocados pela obesidade e que tanto afectam os Jovens nos nossos dias.
http://www.ipas.org.br/teen/obesidade.html
Dia de Portugal
Dia de Portugal
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de Luis Vaz de Camões em 1580, e também um feriado nacional de Portugal.
Durante o regime ditatorial do Estado Novo de 1933 até à Revolução dos cravos de 25 de Abril de 1974, era celebrado como o Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses.
Origens
Na sequência dos trabalhos legislativos após a Proclamação da República Portuguesa de 5 de Outubro de 1910, foi publicado um decreto em 12 de Outubro estipulando os feriados nacionais.. Alguns feriados foram eliminados, particularmente os religiosos, de modo a diminuir a influência da igreja católica e laicizar a sociedade.
Neste decreto ficaram consignados os feriados de 1 de Janeiro, Dia da Fraternidade Universal; 31 de Janeiro, que evocava a revolução falhada do Porto, e portanto foi consagrado aos mártires da República; 5 de Outubro, Dia dos heróis da República; 1 de Dezembro, o Dia da Autonomia (Restauração da Independência) e o Dia da Bandeira; e 25 de Dezembro, que passou a ser considerado o Dia da Família, tentando também laicizar a festa religiosa do Natal.
O decreto de 12 de Junho dava ainda a possibilidade de os municípios e concelhos escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais e municipais. Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camões, uma vez que a data é apontada como sendo a da morte do poeta que escreveu Os Lusíadas.
Origem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_de_Portugal
Fábio Alexandre nº11
Selecção Nacional de futebol

A Selecção Portuguesa de Futebol representa Portugal nas competições de futebol.
Ganhou dois Mundiais Sub-20 consecutivos, em 1989 e 1991 com jogadores que vieram a ser designados a "geração de ouro", entre os quais se encontravam Luís Figo, Rui Costa, João Vieira Pinto e Fernando Couto (Vítor Baía, outro nome importante da "geração de ouro", não jogou qualquer mundial de Sub-20). Contudo, Portugal não conseguiu transferir o sucesso das categorias de base para o nível adulto, tendo atingido o seu melhor resultado internacional, o segundo lugar num Europeu, quando foi anfitrião da competição em 2004, perdendo a final contra a Grécia.
Portugal é uma potência do Futebol de Praia e foi o vencedor da Copa do Mundo de Futebol de Areia em 2001 (que, à época, ainda não era organizado pela FIFA, que só viria a fazê-lo a partir de 2005) tendo também o melhor jogador da competição (Hernâni) e o artilheiro do campeonato (Alan, com 10 golos).
No Campeonato do Mundo de Futebol Não-Oficial, competição estatística não reconhecida pela FIFA, Portugal já foi campeão do mundo duas vezes, a última das quais em 1992.
Cristiano
Carlos Ferreira
Luís Vaz de Camões

- Obras
- 1572- Os Lusíadas (texto completo
- Lírica
- 1595 - Amor é fogo que arde sem se ver
- 1595 - Eu cantarei o amor tão docemente
- 1595 - Verdes são os campos
- 1595 - Que me quereis, perpétuas saudades?
- 1595 - Sobolos rios que vão
- 1595 - Transforma-se o amador na cousa amada
- 1595 - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
- 1595 - Quem diz que Amor é falso ou enganoso
- 1595 - Sete anos de pastor Jacob servia
- 1595 - Alma minha gentil, que te partiste
- Teatro
- 1587 - El-Rei Seleuco
- 1587 - Auto de Filodemo
- 1587 - Anfitriões
http://pt.wikipedia.org/wiki/Luís_Vaz_de_Camões
Rio Cávado
A bacia hidrográfica do rio Cávado é limitada, a norte, pela bacia hidrográfica do Rio Lima e, a este e sul, pelas bacias do Rio Douro e do Rio Ave; tem uma área de 1600 km².
O escoamento anual na foz do rio é, em média, de 2123 hm3. Estima-se que a bacia hidrográfica do rio Cávado apresente uma capacidade total de armazenamento de recursos hídricos na ordem dos 1180 hm3, em regime regularizado, valor que corresponde a quase 30 % do total existente em Portugal.
Portugal: o nosso país!!!!

Portugal, oficialmente República Portuguesa, é um país localizado no sudoeste da Europa, cujo território se situa na zona ocidental da Península Ibérica e em arquipélagos no Atlântico Norte. Possui uma área total de 92.391 km², e é a nação mais ocidental do continente europeu. O território português é delimitado a Norte e a Leste por Espanha e a Sul e Oeste pelo Oceano Atlântico, e compreende a parte continental e as regiões autónomas: os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Durante os séculos XV e XVI, Portugal foi uma potência mundial económica, social e cultural, constituindo-se o primeiro e o mais duradouro império colonial de amplitude global.
É hoje um país desenvolvido, economicamente próspero, social e politicamente estável e com Índice de Desenvolvimento Humano elevado. Encontra-se entre os 20 países do mundo com melhor qualidade de vida, apesar de o seu PIB per capita ser o menor entre os países da Europa Ocidental.
É membro das Nações Unidas e da União Europeia (na altura da sua adesão em 1986, CEE), e membro-fundador da NATO, da OCDE, da Zona Euro (da União Europeia) e da CPLP. Participa em diversas missões de manutenção de paz das Nações Unidas. Portugal é também um Estado-Membro do Espaço Schengen.
Cristiano
Carlos Ferreira
origem da lingua portuguesa
A língua portuguesa é uma língua românica (do grupo ibero-românico), tal como o castelhano, catalão, italiano, francês, romeno e outros.
Cristiano
Carlos Ferreira
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eleições europeias
Em primeiro lugar, a lei democraticamente aprovada deixou de ser um elemento central na legislação europeia. As leis são definidas e aprovadas por uma burocracia sem legitimidade democrática, no caso das políticas comuns em que os poderes foram já transferidos para o centralismo de “Bruxelas”. Ou, quando não aprovadas, são definidas pela mesma burocracia, que assim influencia decisivamente o seu conteúdo. Ao contrário do que se passa nos Estados, onde as burocracias são geridas por governantes eleitos, o funcionamento da Comissão Europeia assenta numa completa ausência de legitimidade. O Parlamento Europeu, com alguma legitimidade democrática, tem uma capacidade de intervenção muito limitada.
Em segundo, e não estando em causa, formalmente, a independência do poder judiciário face ao poder político, tem-se assistido a uma constante tomada de posições pelo Tribunal de Justiça da UE contrárias à autonomia dos povos e países, e que vão no sentido da tendência centralizadora exibida pelas restantes instâncias europeias. Ou seja, a jurisprudência europeia decide sistematicamente, e quase exclusivamente com base no argumento da construção do Mercado Único, na direcção de uma maior concentração de poderes em “Bruxelas” sem que esteja explicitamente estabelecida, em qualquer dos tratados constitutivos da UE, uma vontade comum de se caminhar para um Estado europeu ou qualquer forma equivalente de organização centralizada. Em suma, o predomínio da burocracia, administrativa e judicial, em prejuízo da legitimidade democrática e conducente à centralização e acumulação do poder é claramente uma característica de regimes e de ideologias indesejáveis para sociedades desenvolvidas.
Em terceiro lugar, a ideia de um Estado limitado também não vingou no caso da UE. A transferência de responsabilidades para as instâncias europeias nunca teve correspondência na diminuição da estrutura pública nos países membros. Pelo contrário, continua a assistir-se a um aumento da presença do Estado a todos os níveis da sociedade. Esta presença, em vez de essencialmente limitada a dois níveis (ou a três, no caso dos países com entidades intermédias democraticamente eleitas), nacional e local, foi aumentada com um nível supra-nacional. Para além disso, não é evidente o funcionamento de mecanismos limitadores do crescimento do Estado, como a ideologia conservadora defende. O mercado, instituição que por natureza tem esta função, é usado como justificação para a propagação de leis e como instrumento ao serviço da centralização dos poderes. Os mecanismos formais que existem, como o princípio da subsidiariedade, não funcionam na prática e apenas servem para serem relembrados, numa hipócrita demonstração de que “existem”, por parte dos que apoiam o centralismo europeu e ignoram a sua aplicação. Neste âmbito, a proposta de criação de mais um imposto europeu torna-se ainda mais preocupante.
Do mesmo modo, e em quarto lugar, a distinção clara entre sociedade e Estado é desfeita quando as instâncias da UE, especialmente a Comissão Europeia, utilizam fundos públicos para promover organizações da sociedade civil criadas propositadamente para defender as utopias dos dirigentes europeus. Ou quando promovem supostos debates de ideias em que não é permitida a participação de qualquer oposição a uma UE centralizada. Ou quando patrocinam publicações, supostamente livres e independentes, para defender uma “Europa cada vez mais unida”. Ou ainda quando pagam programas de televisão e de rádio, como os que actualmente são transmitidos por toda a Europa, para promover a ideia europeia. Todos estes procedimentos, assim como o contínuo crescimento das estruturas do Estado, são característicos de uma visão burocratizante do Estado: Crescentemente dominador e manipulador dos órgãos de comunicação social.
Em quinto lugar, as instâncias comunitárias funcionam no âmbito de um consenso artificial e centralizado, em que dois grupos, socialista e popular, ocupam todos os cargos relevantes e distribuem entre si o grosso dos dinheiros públicos que têm à sua disposição e que provêm das leis por eles próprios aprovadas. No Parlamento Europeu respira-se uma atmosfera opressora em que os que não alinham no “consenso” são positivamente marginalizados nas comissões de especialidade e em outros fóruns. Na Comissão Europeia sobrepõe-se a voz da propaganda à livre argumentação, como o demonstram as campanhas organizadas pela Comissária Wallstrom e pelo Presidente Durão Barroso. Apenas no Conselho, onde os países estão representados, existe verdadeiramente discussão. Este duopolio podre encena constantemente a existência de uma oposição ao centralismo europeu, em que socialistas e populares vão alternando de função. Mas a real oposição, pressuposto base de qualquer regime democrático, tem uma capacidade de actuação muito limitada dentro da UE.
Em conclusão, todo o projecto de integração europeia se está a transformar num ideal burocrático. Os objectivos formais da UE, já parcialmente alcançados, deram lugar a uma utopia ultra-racionalista em que a “Europa” visa adoptar, com uma voz única onde as dissonâncias são afastadas, uma postura internacionalista e se pretende afirmar como a superior “razão do Universo”. Neste âmbito, o mercado, por via da “construção” do Mercado Único, foi dogmatizado e transformado numa ferramenta desta utopia. Esta nova forma de império assenta na necessidade de um governo “europeu”, desrespeitando a legítima soberania nacional, e nos seus objectivos implícitos, definidos centralizadamente e pouco precisos, e por isso impossíveis de controlar por povos e cidadãos. O que passa para o público é um conjunto de clichés, onde palavras como solidariedade, direitos, humanismo e união são constantemente usadas e abusadas.
