quarta-feira, 27 de maio de 2009

Criança!


Criança, tu és o conforto
Criança, tu és o amor.
Tu, quene ts alegria nos teus olhos
E que aos outros ofereces amizade;
Tu, que caminhas
Sem maus pensamentos
E que amas
Sem rodeios Vem ...!
Vem comigo.
Dá-me a tua mão.
Criança,
Tu és o símbolo
Do amor
Da paz
E da liberdade.
Tu és o fruto
Da inocência
E da pureza.
Criança
Ajuda-nos a construir
Um mundo bom,
Como tu
Estrela brilhante!

Retirado da URL: http://web.educom.pt/paulaperna/dia_mundial_crianca.htm

Dia Mundial da Criança


Após a 2ª Grande Guerra Mundial, as crianças de todo o Mundo enfrentavam grandes dificuldades, a alimentação era deficiente, os cuidados médicos eram escassos.

Os pais não tinham dinheiro, viviam com muitas dificuldades, retiravam os filhos da Escola e punham-nos a trabalhar de sol a sol. Mais de metade das crianças Europeias não sabia ler nem escrever.

Em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres, propôs às Nações Unidas que se comemorasse um dia dedicado a todas as crianças do Mundo.

Os Estados Membros das Nações Unidas, - ONU - reconhecendo que as crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social, necessitam de cuidados e atenções especiais, precisam de ser compreendidas, preparadas e educadas de modo a terem possibilidades de usufruir de um futuro condigno e risonho, propuseram o Dia 1 de Junho, como Dia Mundial da Criança.

Retirado da URL: http://web.educom.pt/paulaperna/dia_mundial_crianca.htm

domingo, 24 de maio de 2009

343 km com apenas 1 litro de gasolina

Protótipo desenvolvido na Faculdade de Engenharia do Porto poderá ser comercializado dentro de um ano.

A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) desenvolveu um protótipo que percorreu 343 quilómetros com apenas um litro de gasolina. O passo seguinte é torná-lo apto a circular na estrada e ser homologado para fins comerciais.

O Eco-Inegi ganhou o 1.º lugar na categoria de veículos citadinos da European Shell Eco-Marathon, que decorreu no Eurospeedway Lausitz Track, Alemanha. Entre 200 equipas, oriundas de cerca de 20 países, o protótipo construído pela FEUP e Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial distinguiu-se por ser o que percorreu uma distância maior com apenas um litro de combustível, superando, assim, os 291 quilómetros alcançados na competição do ano passado.

Concebido há cinco anos como um projecto pedagógico para os alunos de Engenharia aplicarem os conhecimentos teóricos, este carro experimental registou avanços tecnológicos significativos que permitiram reduzir, ainda mais, os consumos. Neste momento, com 0,3 litros o Eco-Inegi anda uma centena de quilómetros a uma velocidade máxima de 90 km/hora.

Mas, para o Eco-Inegi poder circular na rua, conduzido por um utilizador comum, ainda há um longo percurso a fazer, explica José Esteves, docente da Faculdade de Engenharia do Porto e responsável pelo projecto.

É preciso adaptar este protótipo às exigências de homologação de um carro comercial, o que passa, por exemplo, por estar equipado com um sistema de carroçaria diferente, suspensão, sistema de ventilação e janelas que abram. Outra exigência é criar uma estrutura de apoio técnico e mecânico.

Estas alterações traduzir-se-ão num veículo mais pesado e com consumos mais altos. O que significa que, caso chegue a ser comercializado, o novo Eco-Inegi consumirá cerca de um litro de gasolina aos cem quilómetros. José Esteves estima em dez mil euros o investimento necessário para concretizar um protótipo comerciável , já que 80 a 90% das peças são produzidas na FEUP/INEGI. O preço final ao cliente não deverá, contudo, ultrapassar os três a quatro mil euros, sob pena de não ter capacidade de penetração no mercado.

O objectivo da equipa de 12 pessoas que trabalha neste projecto é apresentar, já na competição do próximo ano, a versão comercial.

Competições como a European Shell Eco-Marathon promovem o desenvolvimento de veículos de baixo consumo enérgico que a indústria automóvel já conhece, mas não tem interesse em fabricar, sublinha aquele especialista. Os carros movidos a electricidade e hidrogénio ou os híbridos são outras soluções ecologicamente mais sustentáveis.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Gyy, um netbook a energia solar

A fabricante espanhola iUnika promete para Junho o Meet Gyy, um ultra-portátil biodegradável, que funciona a energia solar e que pesa apenas 700 gramas. Além de ser “verde”, o Gyy é “livre”, pois corre o sistema operativo Linux.

O computador é fabricado na China, o “software” é desenvolvido em Madrid e vai estar à venda por 130 euros.
O Gyy tem um ecrã de oito polegadas, com uma resolução de 800x480, pesa 700 gramas, tem rato táctil, processador Ingenic de arquitectura Mips de 400MHz, 128 MB de memória RAM (extensível a 512 MB), um disco duro de 1 GB (extensível até 64 GB com cartão SD), três portas USB, conectividade ADSL, Wi-Fi, CDMA e GPRS, 10/100 LAN Ethernet e estará disponível em 12 idiomas.
O netbook vai surgir em quatro versões: simples, solar, equipado com GSM e o modelo GSM solar. Todos os modelos são biodegradáveis.

“Comissão Europeia considera o Magalhães ilegal”


O jornal Sol avançou que a Comissão Europeia considera que Portugal infringiu as leis comunitárias da concorrência ao adjudicar por ajuste directo, e não por concurso público. Contudo, o Governo vem desmentir a situação.

Em manchete, o Sol afirma que a "Comissão Europeia considera o Magalhães ilegal" e "que todos os programas ligados ao Plano Tecnológico da Educação estão em causa", acrescentando que "para a Comissão Europeia, o Governo português não agiu de modo transparente, porque as empresas foram tratadas de forma desigual".

Segundo o seminário, "o processo nasceu de uma queixa apresentada pela Accer na Direcção-Geral do Mercado Interno".

Não obstante, Paulo Campos, Secretário de Estado das Obras Públicas, desmentiu à Antena 1 a manchete publicada no semanário e acrescentou que "tal não corresponde à verdade", pois a Comissão Europeia não tomou qualquer decisão e apenas pediu esclarecimentos ao Governo.

"A União Europeia solicitou uma série de esclarecimentos com base numa queixa de um fornecedor de equipamentos informáticos que entende que o Estado português não agiu correctamente", sublinhou o governante, assegurando que "o Estado português entende que tal queixa não tem qualquer fundamento", porque "o Estado não celebrou qualquer contrato de fornecimento ou aquisição de computadores ou programas informáticos, seja por ajuste directo, seja por qualquer outro procedimento".

Cientistas descobrem motivo da resistência do cancro do pâncreas aos medicamentos




Os tumores do pâncreas possuem poucos vasos sanguíneos e, por isso, não há muitas vias para a distribuição dos medicamentos contra o cancror, segundo estudo publicado na revista "Science".

O cancro pancreático é um dos mais mortais e esta descoberta pode contribuir para se perceber o porquê!!!!

Os cientistas, coordenados por Kenneth Olive, do Instituto do Cancro de Cambridge, no Reino Unido, utilizaram ratos geneticamente modificados para desenvolverem tumores no pâncreas e constataram que estes não continham muitos vasos sanguíneos, uma característica que também aparecia em amostras de tumores pancreáticos humanos.

Os investigadores trataram os ratos com gemcitabine (substância usada normalmente no tratamento deste tipo de cancro) e um outro composto, IPI-926. A combinação dos dois fármacos teve como consequência o aumento da quantidade de vasos sanguíneos dentro do tumor, para além de uma distribuição maior do gemcitabine, o que retardou o avanço do cancro, segundo o relatório.

O estudo pode gerar novas formas de tratamento do cancro do pâncreas.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Gripe A


O surto de gripe A (H1N1) (português europeu) ou influencia A (H1N1) , inicialmente designado como gripe mexicana, é um surto de uma variante de gripe suína, cujos primeiros casos ocorreram no México em meados do mês de Março de 2009, veio a espalhar-se pelo mundo, tendo começado pela América do Norte, atingindo pouco tempo depois a Europa e a Oceania. O vírus foi identificado como influencia A subtipo H1N1, uma variante nova da gripe suína para a qual não existe uma vacina. Ele contém ADN típico de vírus aviários, suínos e humanos, incluindo elementos dos vírus suínos europeus e asiáticos. Os sintomas da doença são o aparecimento repentino de febre, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos e fluxo nasal.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 25 de Abril que a epidemia é um caso de "emergência na saúde pública internacional", significando que os países em todo o mundo deverão acentuar a vigilância em relação à propagação do vírus. No dia 27 de Abril a mesma organização elevou o nível de alerta epidémico 4, o que significa que se verifica transmissão pessoa a pessoa, com risco de surtos localizados. Dois dias depois, no dia 29, OMS eleva para 5 o nível de alerta, o que significa que há a transmissão da doença entre pessoas em pelo menos dois países com um risco de pandemia iminente. A escala da OMS vai de 1 a 6.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Shophia de mello breyner

Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 6 de Novembro de 1919 — Lisboa, 2 de Julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.
Tem origem dinamarquesa pelo lado paterno. O seu avô, Jan Henrik Andresen, desembarcou um dia no Porto e nunca mais abandonou esta região, tendo o seu filho João Henrique comprado, em 1895, a Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico do Porto. Como afirmou em entrevista, em 1993 , essa quinta "foi um território fabuloso com uma grande e rica família servida por uma criadagem numerosa".
Criada na velha aristocracia portuense, educada nos valores tradicionais da moral cristã, foi dirigente de movimentos universitários católicos quando frequentava Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal, apoiando o movimento monárquico e denunciando o regime salazarista e os seus seguidores. Ficou célebre a sua Cantata da Paz "Vemos, Ouvimos e Lemos. Não podemos ignorar!" Casou-se, em 1946, com o jornalista, político e advogado Francisco Sousa Tavares e foi mãe de cinco filhos: uma professora universitária de Letras, um advogado e jornalista de renome (Miguel Sousa Tavares), um pintor e ceramista e mais uma filha que é terapeuta ocupacional e herdou o nome da mãe. Os filhos motivaram-na a escrever contos infantis.
Em 1964 recebeu o Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pelo seu livro Livro sexto. Já depois do 25 de Abril, foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo círculo do Porto numa lista do Partido Socialista, enquanto o seu marido navegava rumo ao Partido Social-democrata.
Distinguiu-se também como contista (Contos Exemplares) e autora de livros infantis (A Menina do Mar, O Cavaleiro da Dinamarca, A Floresta, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, etc.). Foi também tradutora de Dante Alighieri e de Shakespeare e membro da Academia das Ciências de Lisboa. Para além do Prémio Camões, foi também distinguida com o Prémio Rainha Sofia, em 2003.
Sophia de Mello Breyner faleceu, aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004 no Hospital da Cruz Vermelha.
Desde 2005, no Oceanário de Lisboa, os seus poemas com ligação forte ao Mar foram colocados para leitura permanente nas zonas de descanso da exposição, permitindo aos visitantes absorverem a força da sua escrita enquanto estão imersos numa visão de fundo do mar.

Mia Couto (Beira, 1955) é um escritor moçambicanos. António Emílio Leite Couto foi nominado Mia devido a seu irmãozinho não conseguir dizer "Emílio". Segundo o próprio autor, a utilização deste apelido tem a ver com sua paixão pelos gatos, dizia a seus familiares desde sua infância que queria ser um deles.

Nasceu na Beira, a segunda cidade de Moçambique, em 1955. Ele disse uma vez que não tinha uma "terra-mãe" - tinha uma "água-mãe", referindo-se à tendência daquela cidade baixa e localizada à beira do Oceano Índico para ficar inundada.

Iniciou o curso de Medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação. Foi director da Agência de Informação de Moçambique e mais tarde tirou o curso de Biologia, profissão que exerce até agora. Foi recentemente entrevistado pela revista ISTOÉ.

Prémios

  • 1999 - Prémio Vergílio Ferreira, pelo conjunto da sua obra
  • 2007 - Prémio União Latina de Literaturas Românicas
  • 2007 - Prêmio Passo Fundo Zaffari e Bourbon de Literatura, na Jornada Nacional de Literatura

Dia da Toalha

Pelo sétimo ano consecutivo, o planeta Terra celebrará o Dia da Toalha em homenagem póstuma ao criador d'O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams.
Na Galiza o Movimento Lusófono Galego, na parte mais humorística das suas reivindicações, decidiu acolher-se a esta data para convocar pela primeira vez na sua história, o Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata coincidindo com esse evento mundial.
Os convocantes, AGAL-Compostela , A Gentalha do Pichel, MDL-Compostela e Rádio Kalimera quiseram ver na Toalha o símbolo de reconhecimento de Portugal na Galiza.
Para os galegos da faixa costeira (Corunha-Tui) durante anos Portugal foi sinónimo de ir comprar toalhas e lençóis a Valença. Por isso estes colectivos juntaram a imagem de Eusébio da Silva Ferreira com as toalhas compradas aquém-minho, dando um novo significado à produção téxtil portuguesa.

"Lição de vida"

O carteiro entregou a carta.
José Roberto não agradeceu e enquanto abria o envelope, uma profunda ruga sulcou-lhe a testa.
Uma expressão mais de surpresa do que de dor tomou-lhe conta do rosto.
Palavras breves e incisas:
- O seu pai faleceu. O enterro é ás 18horas. Mãe. José Roberto continuou parado, olhando para o vazio.
Nenhuma lágrima lhe veio aos olhos nenhum aperto no coração.
Nada!
Era como se houvesse morrido um estranho.
Por que nada sentia pela morte do velho?
Com um turbilhão de pensamentos confundindo-o, avisou a esposa, entrou no autocarro e foi, vencendo os silenciosos quilómetros de estrada enquanto a cabeça girava a mil.
No íntimo, não queria ir ao funeral e, e se ia era apenas para que a mãe não ficasse mais amargurada.
Ela sabia que pai e filho não se davam bem.
A coisa havia chegado ao final no dia em que, depois de mais uma chuva
de acusações, José Roberto tinha feito as malas e saiu prometendo nunca mais "meter" os pés naquela casa.
Um emprego razoável, casamento, telefonemas à mãe pelo Natal, Ano Novo ou Páscoa...
Ele havia se desligado da família não pensava no pai e a última coisa na vida que desejava na vida era ser parecido com ele.
No velório, poucas pessoas. A mãe está lá, pálida, gelada, chorosa.
Quando reviu o filho, as lágrimas correram silenciosas, foi um abraço de desesperado silêncio.
Depois, ele viu o corpo sereno envolto por um lençol de rosas vermelho, como as que o pai gostava de cultivar.
José Roberto não verteu uma única lágrima, o coração não pedia.
Era como estar diante de um desconhecido um estranho, um...
O funeral: o sabiá cantando, o sol se pondo.
Ele ficou em casa com a mãe até a noite, beijou-a e prometeu que voltava trazendo netos e esposa para conhecê-la.
Agora, ele poderia voltar à casa, porque aquele que não o amava, não estava mais lá para dar-lhe conselhos ácidos nem para criticá-lo.
Na hora da despedida a mãe colocou-lhe algo pequeno e rectangular na mão.
Há mais tempo você poderia ter recebido isto - disse.
Mas, infelizmente só depois que ele se foi eu encontrei entre as coisa "dele" mais importantes... Foi num gesto mecânico que, minutos depois de começar a viagem, meteu a não no bolso e sentiu o presente. Um foco mortiço de luz revelou uma pequena caderneta de capa vermelha. Abriu-a curioso. Páginas amareladas.
Na primeira, no alto, reconheceu a caligrafia firme do pai:
"Nasceu hoje o José Roberto.
Quase quatro quilos! O meu primeiro filho, !
Estou orgulhoso de ser o pai daquele
que será a minha continuação na Terra!".
À medida que folheava, devorando cada anotação, sentia um aperto na boca do estômago, mistura de dor e perplexidade,
pois as imagens do passado ressurgiram firmes e
atrevidas como se acabassem de acontecer!
"Hoje, meu filho foi para escola.
Está um homenzinho! Quando eu o vi de uniforme, fiquei
emocionado e desejei-lhe um futuro cheio de sabedoria.
A vida dele será diferente da minha,
que não pude estudar por ter sido obrigado a ajudar meu pai;
Mas para meu filho desejo o melhor.
Não permitirei que a vida o castigue".
Outra página:
"Roberto me pediu uma bicicleta. Meu salário não dá, mas ele merece porque é estudioso e esforçado.
Fiz um empréstimo que espero pagar com horas extras".
José Roberto mordeu os lábios.
Lembrava-se da sua intolerância,
das brigas feitas para ganhar a
sonhada bicicleta.
Se todos os amigos ricos tinham uma, por que ele também não poderia
ter a sua?
"É duro para um pai castigar um filho
e bem sei que ele poderá me odiar
por isso;
entretanto, devo educá-lo para
seu próprio bem."
"Foi assim que aprendi a ser um
homem honrado e esse é o único modo que sei de ensiná-lo".
José Roberto fechou os olhos e viu toda a cena quando por causa de uma bebedeira, tinha ido para a cadeia. Naquela noite, o pai tentara impedi-lo de ir ao baile com os amigos...
Lembrava-se apenas do automóvel retorcido e manchado de sangue que tinha batido contra uma árvore...
Parecia ouvir sinos, o choro da cidade inteira enquanto quatro caixões seguiam livremente para o cemitério.
As páginas se sucediam com ora curtas, ora longas anotações, cheias das respostas que revelam o quanto, em silêncio e amargura, o pai o havia amado.
O "velho" escrevia de madrugada.
Momento da solidão, num grito de silêncio, porque era desse jeito que ele era, ninguém o tinha ensinado a chorar e a dividir suas dores.
Esperava-se dele que fosse "durão", para que o mundo não o julgasse nem fraco e nem covarde.
E, no entanto, agora José Roberto estava tendo a prova que, debaixo daquela fachada de fortaleza havia um coração tão terno e cheio de amor.
A última página.
No dia em que partiu: - "Deus, o que fiz de errado para meu filho me odiar tanto?
Por que sou considerado culpado, se nada fiz, senão tentar transformá-lo em um homem de bem?"
"Meu Deus, não permita que esta injustiça me atormente para sempre.
Que um dia ele possa me compreender e perdoar por eu não ter sabido ser
o pai que ele merecia ter."
Depois não havia mais anotações e as folhas em branco davam a ideia de que o pai tinha morrido naquele momento,
José Roberto fechou depressa a caderneta, o peito doía.
O coração parecia haver crescido tanto, que lutava para escapar pela boca.
Nem viu o autocarro entrar na rodoviária, levantou-se aflito e saiu quase correndo porque precisava de ar puro para respirar.
A aurora rompia no céu e mais um dia começava. "Honre seu pai para que os dias de sua velhice sejam tranquilos!" - certa vez ele tinha ouvido essa frase e jamais havia reflectido o na profundidade que ela continha.
Na sua egocêntrica cegueira de adolescente, jamais havia parado para pensar em verdades mais profundas.
Para ele, os pais eram descartáveis e sem valor como as embalagens que são atiradas ao lixo.
Afinal, naqueles dias de pouca reflexão tudo era juventude, saúde, beleza, música, cor, alegria, despreocupação, vaidade.
Não era ele um semideus?
Agora, porém, o tempo o foi envelhecendo, fatigado e também tornado pai aquele falso herói.
De repente.
No jogo da vida, ele era o pai e seus actuais contestadores.
Como não pensei nisso antes?
Certamente por não ter tempo, pois andava muito ocupado com os negócios, a luta pela sobrevivência, a sede de passar fins de semana longe da cidade grande, a vontade de mergulhar no silêncio sem precisar dialogar com os filhos.
Ele jamais tivera a ideia de comprar uma caderneta de capa vermelha para anotar uma frase sobre seus herdeiros, jamais lhe havia passado pela cabeça escrever
que tinha orgulho daqueles que continuam o seu nome.
Justamente ele, que se considerava o mais completo pai da Terra?
Uma onda de vergonha quase o prostrou por terra numa derradeira lição de humildade.
Quis gritar, erguer-se procurando encontrar o velho para sacudi-lo e abraçá-lo. Encontrou apenas o vazio.
Havia uma raquítica rosa vermelha num galho no jardim de uma casa, o sol acabara de nascer.
Então, José Roberto acariciou as pétalas e lembrou-se da mão do pai podando, adubando e cuidando com amor.
Por que nunca tinha percebido tudo aquilo antes?
Uma lágrima brotou como o orvalho, e erguendo os olhos para o céu dourado, de repente, sorriu e desabafou-se numa confissão aliviadora:
"Se Deus me mandasse escolher, eu juro que não queria ter tido outro pai que não fosses tu velho!
Obrigado por tanto amor, e me perdoe por ter sido tão cego."
"FALA, APROVEITA, ABRAÇA, BEIJE,
SENTE E AME TODAS AS PESSOAS QUE TU PODES VER E TOCAR"
APROVEITA ENQUANTO HÁ VIDA!!!

Efeitos do tabaco

Fumar um cigarro dá lugar a um aumento do ritmo cardíaco, da frequência respiratória e da tensão arterial, gerando um aumento do tónus a nível de todo o organismo.

Ao inalar o fumo, a nicotina actua no cérebro (SNC) de forma quase imediata produzindo uma sensação recompensante para o fumador, sendo que a reiterada prática deste acto acaba por consolidar-se como rotina para o indivíduo. A partir deste momento pode-se falar de dependência da nicotina. A supressão brusca da taxa de nicotina no sangue produz uma sintomatologia ampla, que evidencia um síndroma de abstinência tabágica o qual é representado da seguinte forma: intranquilidade ou excitação, aumento da tosse e expectoração, ansiedade e agressividade, mau humor, falta de concentração na condução de veículos, aumento de peso, etc.

Ainda que o tabaco seja uma droga estimulante, a maioria dos fumadores considera que é relaxante, devendo-se esta sensação ao facto de uma vez instalada a dependência fumar acalma a ansiedade que é gerada pelo não consumo.

Dia do não Fumador

No dia do não fumador


Cuida dos teus pulmões


Não fumes, por favor,


Ou ficam como carvões.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Dia da Europa

>Em 9 de Maio de 1950, Robert Schuman apresentou uma proposta de criação de uma Europa organizada, requisito indispensável para a manutenção de relações pacíficas.

Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia.

Actualmente o dia 9 de Maio tornou-se um símbolo europeu (Dia da Europa) que, juntamente com a bandeira, o hino, a divisa e a moeda única (o euro), identifica a identidade política da União Europeia. O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

“No Fundo Deus quer que o homem desobedeça. Desobedecer é procurar.”

Segundo a Bíblia, quando Adão e Eva estavam no paraíso não tinham consciência que estavam nus, mas só depois de trincarem a maçã é que se aperceberam disso e, então, só a partir daí é que procriaram. Quero eu dizer com isto que a partir dos erros é que foi dado o primeiro passo.
Antes de saber o que era pecar, ninguém pecava, mas com o seu conhecimento é que foi possível ter a escolha de fazer algo que estivesse bem ou mal. Antes de saber o que era pecar, poderíamos talvez matar alguém e isso não ser crime, nem ter qualquer tipo de punição. Mas foi preciso desobedecer para conhecer o mundo lá fora. Assim é, também, com uma criança. Ela precisa desobedecer aos pais para descobrir aquilo que é bom ou mau.
Se o Mundo foi criado por Deus, e nós criados para viver nele, porque não conhecê-lo? Se Deus Inventou a gravidade, porque não haveríamos nós de desafiá-la? Se criou doenças capazes de matar, porque não havemos de combatê-las? Deus pode não ser a personagem que pensam, pode não ter criado tudo para ficar como sempre foi, mas talvez aquele que criou desafios, nos faz ir além de nós e provar que podemos não ter limitações.Muitas vezes, as coisas tornam-se difíceis, mas não impossíveis, que sabe se é por não desobedecermos a nós próprios.
André Faria.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Lenda do Galo de Barcelos


Narra a intervenção milagrosa de um galo morto na prova da inocência de um homem erradamente acusado. Está associada ao cruzeiro seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico, situado no Paço dos Condes de Barcelos.
Segundo a lenda, os habitantes de Barcelos andavam alarmados com um crime, do qual ainda não se tinha descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência, que estava apenas de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento duma promessa.
Condenado à forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou: "É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem."
O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz.
Alguns anos mais tarde, o galego teria voltado a Barcelos para esculpir o Cruzeiro do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e a São Tiago, monumento que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos.

Mia Couto


Mia Couto (Beira, 1955) é um escritor moçambicano. António Emílio Leite Couto foi nominado Mia devido ao seu irmãozinho não conseguir dizer "Emílio". Segundo o próprio autor, a utilização deste apelido tem a ver com sua paixão pelos gatos, dizia aos seus familiares desde sua infância que queria ser um deles.
Nasceu na Beira, a segunda cidade de Moçambique, em 1955. Ele disse uma vez que não tinha uma "terra-mãe" - tinha uma "água-mãe", referindo-se à tendência daquela cidade baixa e localizada à beira do Oceano Índico para ficar inundada.
Iniciou o curso de Medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação. Foi director da Agência de Informação de Moçambique e mais tarde tirou o curso de Biologia, profissão que exerce até agora.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Festa das cruzes

A Festa das Cruzes, no início de Maio, é a primeira grande romaria do Minho e é também o retrato do Barcelos autêntico nas suas mais originais tradições religiosas, etnográficas e culturais. Nestes dias, a cidade recebe milhares de visitantes e forasteiros, nacionais e estrangeiros, que chegam para apreciar os Ranchos Folclóricos, os Zés-Pereiras, as Bandas de música popular, os grupos de cantares populares, os tapetes de flores naturais que todos os anos engrandecem o Templo do Bom Jesus da Cruz, a grandiosa procissão da Invenção da Santa Cruz e as grandiosas sessões de fogo de artificio e piromusical, que iluminam as margens do rio e embelezam todo o centro histórico da cidade.

Nas Cruzes respira-se em Barcelos o ar típico das romarias minhotas, com os “comes e bebes”, os cantares ao desafio, o artesanato ao vivo, os cortejos etnográficos, as concertinas, o estralejar dos morteiros, o arraial, a alegria do povo e toda envolvência cultural e etnográfica associada às romarias populares que fazem desta uma das maiores de Portugal.

O dia 3 de Maio é consagrado ao Senhor Bom Jesus da Cruz e é feriado municipal em Barcelos. A festa tem normalmente 5 dias, incluindo o dia 1 e 3 de Maio.




A minha freguesia


Segundo Gomes Pereira, Autor de estudos da toponímia barcelense, o nome desta freguesia deriva de cristo – christellus – ou pequeno Cristo. É uma hipótese altamente discutível, sendo mais aceitável a posição de Pinho Leal que afirma ter origem em Crastelo – pequeno castro ou crasto, muralhado, de origem pré-romano. Aliás nas Inquisições Afonsinas vem designada como “ De Sancto Salvatore de Crastelo “.
Situada em planície, a freguesia é banhada pelo ribeiro de Couço que nasce em Paradela e vai juntar-se a outros na Lagoa das Necessidades, Ponte do Estreito, formando o rio Tinto, afluente do Cávado.
É constituída pelos seguintes lugares habitados: Canto, Bouça, Hortal, Outeiro, Encourados, Paço, Novais,Regatinho, Vilar, Chãos, Monte da Igreja, Baçar, Feiteira, Cerqueiras, Aldeia, Picouto, Tesinho, Estrada, Salgueiros, Casas Novas, Trancada e Boucelão.

Patrimonio

O principal monumento da freguesia de cristelo e a sua igreja paroquial
A Igreja Paroquial que estava primitivamente num campo, um pouco ao sul do actual, onde ainda se encontram vestígios, como pedras e tijolos. Hoje ela está orientada no sentido nascente-poente, é um templo do século XVII de linhas sóbrias, com 5 altares, todos com talha antiga e dourada. O seu frontispício assenta em dois arcos que fecham o átrio e por cima da janela ostenta o escudo dos Pinheiros, padroeiro da Igreja. Antigamente também existia nesta sacristia um retrato a óleo, o qual tinha pintada a seguinte inscrição: “ Rdº José Gomes da Costa, Abade de S. Salvador de Cristelo retratado em 1866 na idade de 75 anos “.
Também existia uma cruz gótica de latão, uma custódia de prata antiga, uma casula de seda bordada e dois virus de cálice que estavam encaixilhados na parede.

domingo, 3 de maio de 2009

Irene Lisboa


Irene Lisboa estudou na Escola Normal Primária de Lisboa, tendo posteriormente, especializado-se em Ciências de Educação. Estudou também pedagogia na Suíça, França e Bélgica.
Em 1932 recebe o cargo de Inspectora-orientadora do ensino primário e infantil, tendo reformulado completamente as orientações até aí existentes para essa função.
Devido a algumas posições mais progressistas tomadas por Irene Lisboa, foi nomeada para o Instituto de Alta Cultura e logo de seguida convidada a aposentar-se, ou seja, em 1940 foi afastada do Ministério da educação e de todos os cargos oficiais.
Enquanto estudou em Genebra (Suíça) devido a ter obtido uma bolsa do Instituto de Alta Cultura, conheceu Piaget e Claparède com quem estudou no Instituto Jean-Jacques Rousseau.
A Federação Nacional de Professores (FENPROF) fundou o Instituto Irene Lisboa em 12 de Janeiro de 1988, em homenagem à pedagoga Irene Lisboa.
A sua obra literária foi elogiada por alguns dos seus pares como José Rodrigues Miguéis, José Gomes Ferreira e por João Gaspar Simões, embora nunca tenha tido grande aceitação por parte do grande público.
A sua primeira contribuição na escrita foi com Treze Contarelos (livro de contos) publicado em 1926.

Lenda das Cruzes de Barcelos


Na era de 1500 viviam em Barcelos um sapateiro, João Pires, e um fidalgo, D. Pedro Martins. João Pires tinha uma filha, chamada Luisinha. D. Pedro tinha fama de galanteador e perseguia constantemente a filha de João Pires. Um dia, em defesa da sua filha, o sapateiro deu duas valentes bofetadas ao fidalgo. As bofetadas foram tão fortes que deixaram marcas profundas na sua cara. A partir de então, D. Pedro foi alvo da chacota do povo, o que atiçou o seu ódio pelo sapateiro e pela Luisinha.Um dia, uma grande tempestade fez com que um barco vindo da Flandres naufragasse na costa de Esposende. As mulheres da localidade acorreram à praia para recolher os despojos. Entre elas estava a Luisinha que encontrou um pedaço de madeira meio enterrado na areia. A madeira tinha um calor estranho e exalava um perfume exótico. Levou-o para casa e lançou-o à lareira. De repente, a casa ficou toda iluminada e apareceu desenhada no solo uma cruz luminosa. Por mais que escavassem a terra no local onde a cruz luminosa se projectava, a cova voltava a encher-se de terra. A notícia do milagre espalhou-se e a casa do sapateiro foi transformada em local de peregrinação. Aproveitando-se da situação para se vingar, D. Pedro Martins decidiu acusar os dois de bruxaria, com o intuito de os atirar à fogueira. No momento em que se preparava para acusá-los, invocando o nome de Deus, a cruz luminosa surgiu de novo. Testemunhando o milagre, o fidalgo caiu de joelhos e arrependido pediu perdão a Deus. Conta a lenda que a partir desse momento as marcas das bofetadas do sapateiro desapareceram por completo do seu rosto.Este milagre deu origem à construção de uma ermida, anterior à actual igreja, e também à famosa romaria da Feira das Cruzes de Barcelos.

sábado, 2 de maio de 2009

Festa das Cruzes em Barcelos



A Festa das Cruzes, no início de Maio, é a primeira grande romaria do Minho e é também o retrato do Barcelos autêntico nas suas mais originais tradições religiosas, etnográficas e culturais. Nestes dias, a cidade recebe milhares de visitantes e forasteiros, nacionais e estrangeiros, que chegam para apreciar os Ranchos Folclóricos, os Zés-Pereiras, as Bandas de música popular, os grupos de cantares populares, os tapetes de flores naturais que todos os anos engrandecem o Templo do Bom Jesus da Cruz, a grandiosa procissão da Invenção da Santa Cruz e as grandiosas sessões de fogo de artificio e piromusical, que iluminam as margens do rio e embelezam todo o centro histórico da cidade.